SÃO PAULO – As taxas oferecidas pelos títulos públicos negociados via Tesouro Direto apresentam queda na manhã desta terça-feira (27), em dia de divulgação da prévia de inflação referente a abril.
O papel com retorno prefixado e vencimento em 2026 pagava um prêmio anual de 8,25% na abertura dos negócios, ante 8,31% ao ano na tarde de segunda-feira (26). Da mesma forma, a taxa paga pelo Tesouro Prefixado 2024 cedia de 7,75% para 7,69% ao ano.
Entre os papéis indexados à inflação, o título com juros semestrais e prazo em 2030 pagava uma taxa de 3,87% ao ano nesta manhã, contra 3,93% no pregão anterior. Já o juro real pago pelo Tesouro IPCA+ 2045 recuava de 4,04% para 3,96% ao ano.
Confira os preços e as taxas atualizadas de todos os títulos públicos disponíveis para compra no Tesouro Direto nesta terça-feira (27):
Orçamento sancionado
Entre os destaques do dia na cena doméstica, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial do país, teve alta de 0,60% em abril na comparação com março e ficou abaixo da expectativa dos economistas consultados pela Refinitiv, que apontavam elevação de 0,69%.
Os dados, divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que, no acumulado de 2021, o IPCA-15 acumula alta de 2,82% e, em 12 meses, de 6,17%.
No ambiente político, a atenção recai sobre a instalação da CPI da Covid no Senado, com a primeira reunião nesta manhã, na qual os membros elegerão o presidente e o vice. Das 11 vagas, apenas quatro são ocupadas por senadores vistos como aliados confiáveis da base do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Por isso, a CPI tem potencial para desgastar o governo.
O presidente Jair Bolsonaro ainda afirmou ontem, em conversa com apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada, que tenta solucionar, sem quebrar a regra do teto de gastos, o que chamou de “probleminha” no Orçamento de 2021, sancionado na semana passada.
O impasse sobre o Orçamento ocorreu porque o texto inicialmente aprovado pelo Congresso subestimou os valores de despesas obrigatórias, fazendo com que o Tesouro o classificasse como inviável.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendia o veto total ao Orçamento, alegando que a sanção faria com que o presidente incorresse em crime de responsabilidade.
Depois de uma longa negociação, o presidente sancionou o texto na última quinta-feira com cortes de R$ 19,8 bilhões, parte das emendas parlamentares, parte de programas federais.
Também no radar, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou na segunda, após reunião com Guedes, que a Casa voltará a focar na reforma tributária. Ele deu prazo até 3 de maio para acessar o texto do relator da reforma na comissão mista, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
Atenção ainda para o noticiário corporativo, com os dados da Vale (VALE3), que registrou lucro líquido de US$ 5,5 bilhões no primeiro trimestre, alta de 2.220% na comparação com o mesmo período de 2020. Hoje, depois do fechamento do pregão, serão divulgados os balanços de Cesp, Cielo, Movida e Vamos Locação.
Quadro internacional
Na cena global, investidores se preparam para a reunião de política monetária de dois dias do Federal Reserve (o banco central americano), que se inicia hoje.
A expectativa é de que o Fed não tome nenhuma nova medida imediatamente, mas investidores devem ficar atentos às falas do presidente da instituição, Jerome Powell, especialmente em relação à inflação.
Também nos Estados Unidos, investidores acompanham a divulgação de balanços corporativos referentes ao primeiro trimestre, de companhias como Microsoft e Alphabet (dona do Google).
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